Uma viagem ao passado: emoção e empolgação na Festa Ploc em BH

Em meio ao Carnaval, turma dos 40 e poucos + pode se divertir com atrações que marcaram os anos 80

A fila na porta já dava a pinta do que estava por vir. Domingo de Carnaval (15), mercado de Santa Tereza. No tradicional bairro de Belo Horizonte, o samba, os blocos, os foliões tomam conta. Mas não na Festa Ploc, que aconteceu, pela primeira vez na capital mineira, em meio à folia de Momo. Criada em 2004, no Rio de Janeiro, o evento aterrissou pela primeira vez em BH.

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Algumas paquitas, alguns adereços de carnaval. E muita, mas muita cor, bem a cara dos anos 80. Não para menos, os artistas escalados para o evento deram o tom. E pontualmente às 17h30, para um público de 40 e poucos +, sobe ao palco Cícero Pestana, eterno vocalista do Dr. Silvana e Cia. Antes de mais nada, é preciso lembrar que, com uma quantidade elevada de atrações, coube a cada um uma participação somente. Ou seja, três a quatro músicas. E Cícero mandou duas de sua antiga banda, e outras duas, uma dos Paralamas do Sucesso (Meu Erro) e outra do Ultrage a Rigor (Ciúme).

Na sequência, Luciano Bahia, com sua Carol. Em seguida, um dos grandes cantores e compositores do rock nacional, Vinícius Cantuária. Ele tocou “Lua e Estrela”, que é dele, mas ficou eternizada na voz de Caetano Veloso, e na sequência “Só Você”, grande clássico de sua autoria. Em uma versão meio, digamos, diferente. O próximo da fila foi Digão, guitarrista e atual vocalista dos Raimundos. Com músicas de sua banda, ele conseguiu levantar o público, principalmente quando chamou Érika Martins. A cantora, que foi vocalista do Penélope, gravou com os Raimundos.

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Na sequência, Marcelo Hayena, vocalista dos Uns e Outros. E ele não deixou barato, mostrando dois clássicos de sua banda e dos anos 80: “Carta aos Missionários” e “Dias Vermelhos”. Na sequência, o carismático e competente Guilherme Isnard, vocal do Zero. Ele mandou, de cara, o petardo “Formosa”. E ainda teve “Agora Eu Sei”. Outro rei do carisma veio em seguida, Avellar Love, uma dos vocalistas da banda João Penca e Seus Miquinhos Amestrados.

Vale lembrar que todos os artistas foram acompanhados pela banda Ploc, e no intervalo principal, neste momento, o DJ Dom LV (e jornalista e produtor e criador da festa, Luciano Vianna), animou a turma. Abrindo a segunda parte, Felipe Dylon chegou com sua “Musa do Verão”. Na sequência, o “Polegar” Alex Gil. Com muito profissionalismo, o baixista tocou hits de sua antiga banda, bem “cravados”. Outro mestre do carisma subiu ao palco na sequência, Silvinho Blau Blau. E foram duas de sua antiga banda, o Absyntho: “Só a Lua” e, claro, “Meu Ursinho Blau Blau”. E para fechar, delírio total da turma que já passou dos 40 e poucos: As Paquitas e Luciano Nassyn.

Uma verdadeira viagem no tempo, para quem viveu os anos 80. Mas há que se ressaltar o preço praticado no interior do evento: R$ 18 por uma lata de 269ml de Petra é um completo absurdo. Antes das atrações subirem ao palco, inclusive, foi possível constatar pessoas indo embora.

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