Banda paulistana mais uma vez mostrou que segue em alta e com a energia (quase) de sempre
Os Titãs continuam foda! Mais uma vez eles passaram por Belo Horizonte, no sábado (25), desta vez comemorando os 40 anos do histórico disco Cabeça Dinossauro, lançado em junho de 1986, considerado por muitos, o maior álbum da história do rock nacional.
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Obviamente, eles tocaram o disco todo. Além disso, passearam por grandes momentos da carreira de uma das principais bandas do rock brasileiro.
Não faltaram músicas do importante Titanomaquia (1993), como ‘Será que é isso o que eu necessito?’ e ‘Nem sempre se pode ser Deus’, quando a banda estava em uma fase mais pesada e crua; do Domingo (1995), como ‘Eu Não aguento’, e até do MTV ao Vivo: Titãs (2005), como ‘Anjo Exterminador’. Ainda teve espaço para “Lugar Nenhum’ e ‘Armas pra Lutar’, do Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987), ‘Canção da vingança’, de Doze Flores Amarelas (2018), ‘Vou Duvidar’, de Como Estão Vocês? (2003), ‘Eu Não sei Fazer Música’, do Tudo ao Mesmo Tempo Agora (1991), e fechando com ‘Flores’, do clássico Õ Blésq Blom (1989).
Um setlist diversificado, sem se desviar da proposta. As músicas do Cabeça Dinossauro povoaram a maior parte, mas não na ordem que aparecem no disco.
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Os Titãs, hoje, estão reduzidos a três dos originais: Branco Mello (baixo e voz), Sérgio Britto (teclado e voz) e Tony Belloto (guitarra e voz). Sim, Belloto canta (e bem!) músicas neste show. E a intensidade de sempre segue com eles. Claro, com algumas limitações físicas, pela idade por problemas de saúde. Mas acompanhados pelos guitarristas Beto Lee, filho da saudaosa Rita Lee e de seu eterno parceiro Roberto de Carvalho, e Alexandre de Orio, que substituiu Tony Bellotto, quando se tratava de um tumor diagnosticado no pâncreas e ficou afastado dos shows. Além deles, o baterista Mario Fabre, com a banda desde 2010, quando Charles Gavin saiu, segura bem a cozinha, sempre pesada da banda.
Se você pensa que faltou um pouco mais de interação dos Titãs com o público, saiba que foi o proposto. “Nesta turnê, optamos por falar menos e tocar mais, para que vocês ouçam mais músicas. Então vamos lá”, disse Britto, na única pausa para conversas. Aliás, coube a ele a maior parte dos vocais.
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A turnê dos 40 anos de Cabeça Dinossauro, que já passou, além de BH, por São Paulo, ainda segue para o Rio (09/05 – Qualistage) e para Curitiba (18/07 – Igloo Super Hall). Por enquanto, as datas ainda são limitadas.
Em pouco mais de 1h30 de apresentação, os Titãs mostraram que, mesmo com tantos percalços pelo caminho, com tantas perdas e com mais de 40 anos de estrada, “A Vida (ainda) até parece uma festa.”
Setlist
Cabeça dinossauro
AA UU
Igreja
Polícia
Estado violência
A face do destruidor
Porrada
Tô cansado
Bichos escrotos
Família
Homem primata
Dívidas
O quê
Será que é isso o que eu necessito?
Anjo exterminador
Armas para lutar
Canção da vingança
Vou duvidar
Eu não sei fazer música
Diversão
Nem sempre se pode ser Deus
Eu não aguento
Lugar nenhum
Bis:
Desordem
Flores
Veja nos cliques do repórter-fotográfico Alexandre Guzanshe, algumas imagens do show.











