Banda carioca esteve na capital mineira, com sua formação original e um dueto com Cazuza
(Fotos: Luciana Chaves/Rock Master e Thiago Lemos/Vianello/Divulgação) Uma avalanche de hits e um emocionante dueto virtual com Cazuza. No final de semana, o Barão Vermelho esteve em Belo Horizonte, para duas apresentações, no Arena Hall. A primeira, no sábado (26), absolutamente abarrotada. Até por isso, como os ingressos se esgotaram rapidamente, foi aberta uma nova sessão, para o dia seguinte, domingo (27). E mais uma vez, casa lotada.
O Barão está excursionando com sua formação original, tendo a “volta” do vocalista e guitarrista Roberto Frejat, como destaque, e do baixista Dé Palmeira. Além deles, seguem na banda os ‘barões’ Maurício Magalhães (teclado) e Guto Goffi (bateria). Eles foram acompanhados pelo atual ‘barão’ Fernando Magalhães (guitarra). Aliás, outro capítulo à parte, nesta turnê, é o percussionista Cesinha (Cesar Brunet), irmão do saudoso, histórico e lendário percussionista original da banda, Peninha, morto em 2016. Completam o time, no palco, Jussara Lourenço, como vocal de apoio, e Rafael Frejat, filho de Roberto Frejat (violão, guitarra e vocais).

O show, estruturado em torno de quase 30 músicas, passeou cronologicamente pela discografia da banda. Bastaram os acordes iniciais de clássicos emblemáticos para a amoção tomar conta do Arena Hall. Entre os pontos altos da noite, “Bete Balanço“, “Maior Abandonado”, “Puro Êxtase” e “Por Você”. As lágrimas de muitos apareceram na homenagem a Cazuza, o eterno primeiro vocalista da banda, que surgiu nos telões em um emocionante dueto virtual com Frejat.
Canções imortalizadas, como “Todo Amor Que Houver Nessa Vida” e “Codinome Beija-Flor” deram o tom intimista e poético que consagrou as composições do grupo. Aliás, quanta energia. A banda, que já passou dos 40 anos de estrada, esbanja carisma e fôlego. Eles não pareciam querer administrar a saudade, mas entregar uma performance em altíssima rotação. A potência vocal e a presença de palco de Frejat, unidas à precisão rítmica de Goffi, Barros e Dé, provaram que o repertório do Barão permanece atemporal e vital para a cultura brasileira.

Foi mais uma noite histórica em Belo Horizonte, não apenas como mais um show da agenda, mas como um reencontro definitivo entre o público mineiro e as trilhas sonoras de suas vidas. Para fechar com chave de ouro, o público deixou o espaço com a alma lavada e a certeza de que, de fato, o dia nasceu feliz

Setlist Barão Vermelho Encontro em BH
Maior abandonado
Pedra, flor e espinho
Pense e dance
Política voz
Tão longe de tudo
Bete Balanço
Não me acabo
Meus bons amigos
Ponto fraco
Tente outra vez (Cover de Raul Seixas)
Eu queria ter uma bomba
O tempo não para (Cover de Cazuza)
Blues da piedade (Cover de Cazuza)
Exagerado (Cover de Cazuza)
Quem me olha só
Down em mim
Todo amor que houver nessa vida
Codinome beija-flor (Cover de Cazuza)
Por você
Amor, meu grande amor (Cover de Ângela Ro Ro)
Vem quente que eu estou fervendo (Cover de Eduardo Araújo)
Malandragem dá um tempo (Cover de Bezerra da Silva)
Torre de Babel
Declare guerra
Cuidado
Quando o sol bater na janela do teu quarto (Cover de Legião Urbana)
Puro êxtase
Bilhetinho azul
O poeta está vivo
Por que a gente é assim?
Pro dia nascer feliz
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