Richie Kotzen revisita sua carreira em show em Belo Horizonte

(Fotos: Iana Domingos Fotografias)
Mais uma contribuição do Rodrigo ‘Piolho’ Monteiro para o Rock Master. Veja como foi o show de Richie Kotzen em Belo Horizonte.

Na última sexta-feira, 7 de julho, o guitarrista americano Richie Kotzen passou pela capital mineira com a Salting Earth World Tour, divulgando seu mais recente álbum, “Salting Earth”, lançado esse ano.

O show em BH foi aberto pelo Wisache, banda local formada por Rod (vocal), Raffa Cordeiro e Spencer (guitarras), De Paiva (baixo) e Ghuzz (bateria). Essa é a segunda vez que vejo o Wisache ao vivo – tinha visto os caras abrindo o show do Sebastian Bach ano passado – e confesso que gostei muito mais da performance da banda dessa vez. Sem querer reinventar a roda nem tampouco inovar, a proposta do Wisache é fazer um rock and roll energético e competente, com uma boa presença de palco. A banda também mostrou bastante profissionalismo, já que, quando subiu no palco, e por boa parte de sua apresentação, o Music Hall apresentava um público decepcionante, sem contar os problemas que enfrentaram com microfones, que cismavam em falhar em diversas ocasiões. Mesmo assim, o quinteto foi lá, deu seu recado e aqueceu a galera ali presente de maneira bastante competente.

Não passou muito tempo após o encerramento do show do Wisache, e com o Music Hall mais cheio, para a atração principal adentrar o palco e Richie e seus companheiros, o baixista Dilan Wilson e o baterista Mike Bennet, já mandarem “End of Earth”, música que abre “Salting Earth”.


Ao longo dos quase 90 minutos da apresentação, o trio visitou boa parte da carreira solo de Richie, que, além dos vocais e das seis cordas, também se aventura no teclado, ainda que ele soe mais como uma guitarra do que um piano. E houve de tudo um pouco, com um bom equilíbrio entre músicas mais rápidas e baladas como “My Rock”, também presente em “Salting Earth”.

Apesar de não interagir muito com a audiência, Richie sabe bem como entretê-la e também abre espaço para os demais integrantes de sua banda terem seu momento solo em cima do palco. O solo de bateria, inclusive começa com um batuque em cima de um banco onde Mike se sentara para acompanhar uma música levada no violão e em um grande contrabaixo para só depois seguir de maneira tradicional. Nada inovador, mas, no mínimo, curioso. Dilan também teve seu momento solo e houve até uma jam entre baterista e baixista, quando Richie deixara o palco.


Em sua quarta apresentação em Belo Horizonte em quatro anos – contando as duas passagens com o The Winery Dogs, banda que mantém ao lado de Billy Sheehan (baixo) e Mike Portnoy (bateria) – Richie Kotzen mostrou-se mais uma vez um bom repertório e um show bastante equilibrado. Se lhe falta carisma, ele pelo menos compensa isso com uma boa presença de palco e um talento que poucos conseguem exibir no atual cenário do rock and roll. Que venha mais vezes.

Como sempre, o Rock Master agradece à MS BHz e a Márcio Siqueira por ter-nos proporcionado a oportunidade de mais essa cobertura.

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