Mike Portnoy ao Rock Master: “Sons of Apollo tem uma química no palco que acho que impressionará o público”

Mais uma contribuição do Rodrigo ‘Piolho’ Monteiro ao Rock Master. O supergrupo Sons of Apollo, formado por Jeff Scott Soto (vocais), Ron “Bumbefoot” Thal (guitarra), Billy Sheehan (baixo), Derek Sherinian (teclados) e Mike Portnoy (bateria) está no Brasil para a turnê de divulgação de seu álbum de estréia, “Psychotic Symphony”. Depois de tocar em Porto Alegre no dia 12, a banda se apresenta em São Paulo amanhã (sábado) e em Belo Horizonte no domingo. Por ocasião dessa turnê, o Rock Master conversou com a mente por trás da banda, o baterista Mike Portnoy. Confira como foi o papo:
Rock Master: Como tem sido a turnê até agora? Alguma história engraçada que você possa nos contar?
Mike Portnoy: Todos os dias são divertidos, porque Derek Sherinian [N. do T: tecladista da banda] é um dos piadistas mais engraçados que conheço. Mas, sim, tem sido fantástico. A cada show as coisas ficam melhores e melhores e você pode sentir a química ficando mais e mais estreita e a cada noite você olha para os rostos na plateia e eles estão impressionados por esse monstro de cinco cabeças no palco. É uma banda realmente forte.
Rock Master: Na primeira parte da turnê, na América do Norte, além de músicas do seu álbum de estreia, “Psychotic Symphony”, o setlist também inclui covers para músicas de Queen, Dream Theater e Van Halen. Vocês pretendem alterar esse setlist para os shows na América do Sul?
Mike Portnoy: Não. O setlist será o mesmo para todo o ano, porque essa é a primeira vez que tocamos para todo mundo em qualquer lugar em que vamos e esse setlist é perfeito. Ele mostra todo o álbum de estreia, tem grandes músicas de nosso passado e covers. Não há motivo para mudar o setlist porque, na verdade, ele é perfeito. Se voltarmos por aqui, então certamente eu mudaria algumas coisas, mas queremos que todo mundo experimente o mesmo setlist sendo tocado nessa turnê.

Rock Master: Eu sei que o Sons of Apollo vai gravar um DVD em outubro…
Mike Portnoy: Setembro. Nesse caso, obviamente, o setlist será diferente, mas para os shows normais, ele será o mesmo.
Rock Master: E o que você pode nos contar dessa gravação do DVD na Romênia? 
Mike Portnoy: No show na Romênia tocaremos metade do setlist e incluiremos muitos covers. Nós daremos aos fãs a oportunidade de escolher alguns deles em uma votação online. Tudo isso será organizado quando chegarmos mais próximo da data do show. E ele será filmado para ser lançado em DVD.
Rock Master: Todos os membros do Sons of Apollo já tiveram no Brasil antes, com suas respectivas bandas, mas nunca como uma única banda. O que vocês esperam dos fãs brasileiros? Porque eu estive em todos os seus shows no Brasil com o Transatlantic, Adrenaline Mob, The Winery Dogs… Mas o que você espera com relação ao Sons of Apollo?
Mike Portnoy: Como você disse, eu estive em São Paulo e no Brasil em geral com tantas bandas, provavelmente mais do que qualquer um no mundo, porque eu estive aqui com minhas bandas, Dream Theater, Adrenaline Mob, Transatlantic, The Winery Dogs, Shattered Fortress… Também estive por aqui com outras bandas como membro convidado, como com Avenged Sevenfold, Stone Sour e Fates Warning. Então, foram tantos shows para tão diferentes bandas e públicos que acho que, de todas elas, Sons of Apollo será a que o público brasileiro gostará mais. Principalmente se você for um fã do meu trabalho no Dream Theater. Eu acho que o Sons of Apollo tem aquele tipo de musicalidade e energia, mas leva isso a outros níveis, porque a energia nessa banda é incrível. Todos os membros da banda tem boa presença de palco, a música tem muito peso e personalidade, mas ainda tem elementos progressivos e musicalidade maluca. Então, creio que de todas as bandas com as quais toquei no Brasil, Sons of Apollo é aquela à qual o público terá a melhor reação, porque ela tem um pouco de tudo.
Rock Master: E essa sensação seria porque Sons of Apollo é uma banda e não um projeto?
Mike Portnoy: Bom, eu sempre toquei por aqui com uma banda. Sons of Apollo, Dream Theater, Transatlantic, Adrenaline Mob são todos bandas. Eu coloco muito amor e cuidado em tudo o que faço, mas com o Sons of Apollo há uma química no palco e uma musicalidade que acho que impressionará o público quando eles virem ao vivo.
Rock Master: Eu li que para a gravação desse primeiro álbum, você e Derek começaram e, após isso, Bumblefoot [N. do T. guitarrista], Billy Sheehan [N. do T. baixista] e Jeff Scott Soto [N. do T. vocalista] vieram com suas ideias. Você acha que para o próximo álbum vocês gravarão fazendo jams no estúdio e…
Mike Portnoy: (Interrompendo). Todas as vezes que gravamos um álbum de estreia é como um encontro às cegas. Você nunca sabe como as coisas acontecerão. Foi assim com o Transatlantic, o Flying Colors, com o The Winery Dogs e com o Sons of Apollo. Vocês se reúnem sem saber como as coisas vão rolar e fazem música juntos, vocês gravam um álbum. Você vivencia isso e daí saí em turnê e tem a convivência na turnê viajando juntos, passando um tempo juntos. Então, quando vão gravar o segundo álbum, inevitavelmente, a química entre todos estará mais forte. Isso é inevitável e aconteceu com todas as bandas nas quais eu estive. Então, sim, começaremos a pensar a respeito de um segundo álbum do Sons of Apollo ano que vem, quando a turnê estiver encerrada e tenho certeza de que ele será maior e melhor, por causa dessa química que estamos construindo na turnê como um todo.
Rock Master: Eu acho que você iniciou um novo tipo de som progressivo, porque todos o conhecem como músico de metal progressivo, mas quando formou o Sons of Apollo, você trouxe Jeff Scott Soto para os vocais. Jeff é mais famoso por seu trabalho com hard rock e AOR. Era essa a intenção?
Mike Portnoy: Pra ser honesto, eu não considero o Sons of Apollo uma banda de rock ou metal progressivo. Antes de iniciarmos a gravação do álbum, na minha cabeça, eu achava que seria algo assim, mas ela acabou se tornando algo muito, muito diferente. Então, hoje, acho que eu nos definiria como uma banda de hard rock/heavy metal com momentos progressivos, digo, elementos. Mas quando você vê essa banda no palco, é tudo relacionado a energia , animação e performance. Bandas de rock progressivo geralmente… Bandas tradicionais de progressivo meio que ficam meio que paradas lá tocando sua música como um experimento científico. Isso não é Sons of Apollo, que é mais como uma banda de hard rock bastante animada.
Rock Master: Você acha sua experiência com o Twisted Sister ajudou a mudar aspectos de sua carreira?
Mike Portnoy: Minha experiência com o Twisted Sister foi excelente, da mesma forma que foi a com o Avenged Sevenfold e outras participações que fiz. Gosto de ajudar bandas já estabelecidas que precisam de ajuda quando necessário e e foi uma honra fazê-lo. Mas fiz muitas coisas diferentes em minha carreira. De bandas que formei, bandas das quais participei… Eu gosto de ter essa variedade em minha carreira e sempre fazer coisas diferentes em estilos diferentes.

Rock Master: Quando você voltou a falar com Derek , que experiências de seu período juntos no Dream Theater foram trazidas para o Sons of Apollo?
Mike Portnoy: Derek e eu sempre éramos os piadistas no Dream Theater e estávamos sempre nos divertindo, rindo e, você sabe, ligados no rock and roll. Então acho que Derek meio que sentíamos falta disso quando nós o substituímos no Dream Theater, sabe? Daí depois que eu saí  [do Dream Theater] me pareceu o momento natural para me reunir com Derek e fazermos algo juntos.

Rock Master: Porque você escolheu “Lines in the Sand” e “Just Let Me Breathe” [N. do T. músicas do Dream Theater], para tocar nos shows?
Mike Portnoy: Bom, “Just Let me Breathe” eu escolhi porque as letras da música são minhas e, olhando para o álbum  “Falling Into Infinity” eu queria ficar com as músicas cujas letras eram minhas. Escolhi “Just Let me Breathe” porque eu imaginava Jeff cantando-a. Ela tem uma pegada bem no estilo do Jeff e eu sabia que ele faria um bom trabalho nela. Ela tem uma batida instrumental bem adequada para essa banda. Já, “Lines in the Sand”, apesar das letras não serem minhas, ela tem tanto do estilo pessoal de Derek que pareceu a outra música adequada para tocarmos.
Rock Master: Quando você montou essa banda, na minha cabeça, em uma turnê futura, eu achava que [a música do Dream Theater] “A Change of Seasons” seria perfeita para o Sons of Apollo, porque…
Mike Portnoy: (Interrompendo) Não. Após essa turnê, quando progredirmos para o próximo álbum, teremos músicas suficientes para não precisar mais tocarmos músicas do Dream Theater. Eu acho que nos concentraremos em nosso próprio material. É que agora, com apenas um álbum, você precisa definir um setlist e isso é um presente para os fãs em nossa primeira turnê. Mas provavelmente você não escutará mais músicas do Dream Theater em nosso setlist após esse ano.
Rock Master: Entendi. Deixe uma mensagem para seus fãs no Brasil, especialmente em Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre.

Mike Portnoy: Eu amo o Brasil. Acho que toquei aqui com mais bandas do que em qualquer lugar do mundo, então é sempre uma honra estar de volta. O Brasil tem um dos meus públicos favoritos e estou ansioso para compartilhar essa banda maravilhosa com vocês. Tenho certeza de que vocês adorarão a experiência.

Sons of Apollo
Data: 15 de Abril
Local: Music Hall (Avenida do Contorno, 3239, Santa Efigênia)
Show de Abertura: Dolores Dolores
Horários: 18h – Bilheteria / 19h – Portões / 20h – Show de Abertura / 21h – Show Sons of Apollo
Censura: 16 anos
Venda de ingressos antecipada, clique aqui.
Os valores de portaria ainda serão decididos

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