Lucifer é prato cheio para fãs de rock clássico

Olha aí mais uma colaboração do Rodrigo “Piolho” Monteiro para o Rock Master.

A banda Lucifer foi formada na Alemanha, em 2014. Liderada pela vocalista Johanna Sadonis e tendo o guitarrista Garry “Gaz” Jennings (ex-Cathedral) como principais compositores, o primeiro álbum da banda “Lucifer I” foi lançado em 2015 e tinha uma sonoridade mais levada para o doom metal.

Três anos se passaram e o Lucifer retorna bastante reformulado. Johanna continua liderando a banda, mas seu parceiro de composições passou a ser o multi-instrumentista Nicke Andersson. Nome conhecido tanto dos fãs do rock and roll quanto do heavy metal, Nick foi baterista da banda de black metal Entombed e membro fundador do Hellacopters.

A adição de Andersson ao Lucifer mudou bastante a proposta sonora da banda. Apesar dos elementos de doom ainda estarem presentes, em “Lucifer II”, segundo álbum da banda, lançado mundialmente este ano (no Brasil, pela Hellion Records) tem uma sonoridade muito mais calcada no rock clássico dos anos 1970, trazendo toda a temática daquela época. É um som ora lento, ora cadenciado, ora psicodélico, com alguns bons riffs e solos de guitarra aqui e ali, tudo embalado pela voz de Johanna.

“Lucifer II” começa com “California Son”, um rock n roll clássico de bastante qualidade, que faz o ouvinte viajar aos anos 1970. Um dos destaques da música é a guitarra de Robin Tidebrink, músico convocado para completar a banda na época da gravação do álbum. De cara pode-se perceber as influências do Lucifer. Além do onipresente Black Sabbath, reminiscências de Blue Oyster Cult e Uriah Heep podem ser ouvidos ao longo de todo o álbum.

“Dreamer” vem a seguir e é uma semi-balada onde a voz de Johanna se sobrepõe a todo o resto e o refrão é, talvez, o mais pegajoso de todo o álbum. E o tributo à sonoridade dos anos 1970 segue ao longo do segundo trabalho do Lucifer, que traz, inclusive, uma bela versão para “Dancing with Mr D.”, dos Rolling Stones.

Com nove músicas, “Lucifer II” é uma deliciosa viagem à uma sonoridade que marcou a história da música mundial. Vale à pena dar uma chance ao som da banda, principalmente se você é um “roqueiro” das antigas.

Olha aí mais uma colaboração do Rodrigo ‘Piolho’ Monteiro para o Rock Master!

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