Ozzy Osbourne em BH: Príncipe das Trevas esbanja carisma e distribui clássicos do rock

O Príncipe das Trevas mais uma vez passou por Belo Horizonte, e o Rock Master estava lá para te contar como foi, com Daniel Seabra e o fotógrafo Alexandre Guzanshe. Quase setentão (chega aos 70 em dezembro próximo), Ozzy Osbourne mais uma vez mostrou a mesma disposição de sempre, no último dia 18 de maio, sexta-feira. Claro, com muita limitação por conta da idade, mas sem perder o pique. O tradicional banho de água na ‘turma do gargarejo’ já não ocorre mais, mas Ozzy não deixa de enfiar a cabeça no balde d’água, como sempre fez.

Como bom britânico, o cantor subiu ao palco pouco depois das 21h, horário marcado para o início da apresentação, que durou cerca de 1h30. Ao seu lado, uma senhora banda que, alias, o acompanha já há algum tempo. O guitarrista voltou a ser a ‘estrela da companhia’, Zakk Wylde. O músico começou a tocar com Ozzy em 1987, substituindo Jake E. Lee, que havia entrado na banda no lugar do falecido Randy Roads.

Permaneceu até 1992, quando saiu e foi se dedicar aos seus projetos , principalmente o Pride & Glory e o Black Label Society. Chegou a voltar e, em 2017, foi anunciado como guitarrista da banda de Ozzy para a turnê deste ano. Aqui, aliás, vale um aparte. Zakk é um caso à parte nos shows. Que ele é um monstro, ninguém que conhece alguma coisa de música e, principalmente, de rock discute.


Mas, por vezes (questão de opinião, ok?!) ele exagera na mão. Com alguns solos intermináveis, algumas músicas se tornam cansativas. Por exemplo, quando a banda executa uma espécie de medley, com Miracle Man/Crazy Babies/Desire/Perry Mason, Zakk desce do palco e toca em frente (quase junto) à plateia. Toca com a boca, com a guitarra por cima da cabeça, de costas… Mas o solo se torna exagerado.

Ainda está na banda o excelente baterista Tommy Clufetos que, aliás, foi o escolhido para fazer as vezes de Bill Ward, quando o o Black Sabbath decidiu fazer uma turnê ao redor do mundo, com os outros três remanescentes da banda, além de Ozzy, o guitarrista Tony Iommi e o baixista Geezer Butler. Formação que, alias, passou por Belo Horizonte, na mesma Esplanada do Mineirão, em novembro de 2017.

No baixo, outro velho conhecido, Rob Nicholson, o Blasko, que toca com Ozzy há alguns anos. E no teclado, desde 2004 na banda do Madmann, Adam Wakeman (sim, ele é filho do lendário Rick, ex-Yes).

Mas voltando ao show, é louvável a disposição de Ozzy. Prestes a completar 70 anos, e tendo cumprido uma vida, digamos, bem movimentada, o cantor não para um minuto, principalmente fazendo seu tradicional ‘polichinelo’, batendo palmas sobre a cabeça e chamando o público a cantar com ele. As caras e olhos vidrados também não ficaram para trás.


A voz marcante, claro, com o tempo diminuiu. Mas nada que tire o brilho de ouvir clássicos do Black Sabbath, como Fairies Wear Boots, War Pigs e Paranoid, estas duas últimas, principalmente, levando ao delírio o bom público que compareceu à Esplanada do Mineirão.

A luz do show também merece destaque. Bastante atrelada às músicas, funcionou de forma perfeita, completando o espetáculo. E os crucifixos, símbolos muito ligados a Ozzy, também estavam lá, no telão.

Não faltaram os tradicionais clássicos da carreira solo de Ozzy, como Bark at the Moon, Mr. Crowley, Suicide Solutions, No More Tears e, claro, Crazy Train. A turnê, chamada pelo cantor de ‘No More Tours 2’ e que vai até 2020, tem a marca de ser a despedida de Ozzy dos palcos. O fim das temporadas mundiais não significa que ele deixará os palcos. Ele admitiu que pretende fazer shows pontuais.

Ao final, Ozzy se despede do público, ao lado de sua banda, com o tradicional: ‘God bless you’! Mas quem agradece são os fãs do cantor e do Black Sabbath por terem, mais uma vez em sua cidade, um dos criadores do heavy metal tradicional. Quem sabe ele não anuncie ‘mais uma turnê de despedida?’

Set list
Bark at the Moon
Mr. Crowley
I Don’t Know
Fairies Wear Boots
Suicide Solutions
No More Tears
Road to Nowhere
War Pigs
Miracle Man/Crazy Babies/Desire/Perry Mason
Drum solo
Shot in the Dark
I Don’t Want to Change the World
Crazy Train
Bis
Mama, I’m Comig Home
Paranoid


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