Hammerfall supera problemas técnicos em excelente show em Belo Horizonte

Foto: Rodrigo L. Monteiro

Foram longos oito anos desde a última apresentação do Hammerfall em Belo Horizonte e isso, fora o fato de estarmos falando de uma das maiores bandas de power metal de sua geração em um país que é fã declarado do estilo, explica a empolgação do público e o clima extremamente favorável no qual a banda foi recebida. E como isso fez com que os constantes problemas técnicos enfrentadas por ela fossem superados com garra, carisma e experiência. Mas vamos por partes.

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Os paulistas do Throw me to the Wolves foram os escolhidos para abrir a noite no Mister Rock em Belo Horizoonte. Uma escolha relativamente arriscada, já que o quinteto liderado pelo vocalista Diogo Nunes faz um melodic death metal que passa longe daquilo que o Hammerfall pratica. No entanto, o carisma de Diogo e a competência da banda como um todo fizeram com que até o mais desconfiado superasse quaisquer restrições que houvessem à essa escolha para a abertura da noite. Em pouco menos de 60 minutos, o Throw me to the Wolves se apresentou ao público mineiro de maneira bastante contundente.

Se o show de abertura sofreu um atraso de meia hora, a atração principal tentou compensar e entrou no palco com um atraso menor, já sendo recebida por um público bem aquecido e empolgado. “Avenge the Fallen”, faixa título do álbum que justifica a turnê, abriu os trabalhos, seguida por “Heeding the Call”. Foi aí que os problemas técnicos começaram e atormentaram o guitarrista Oscar Drojank durante toda a apresentação. Por vários momentos entre uma música e outra ou mesmo durante elas, Oscar precisou se retirar do palco para tentar resolver os problemas, que sempre pareciam solucionados por alguns momentos, apenas para reaparecerem minutos depois.

Isso, no entanto, à exceção de dois momentos em especial, não atrapalharam sobremaneira o andamento do show. Quando todos realmente precisaram parar para tentar resolver a questão, o vocalista Joacin Cans preencheu o vazio conversando com o público, contanto piadas, brincando com os demais integrantes – o guitarrista Pontus Norgren, o baixista Fredrik Larsson e o baterista David Wallin – e interagindo com a audiência daquela forma que apenas os bons frontmen conseguem. O fato de o Hammerfall ter mais de três décadas de estrada também ajudou bastante a contornar esses problemas.

Problemas, inclusive, que começaram no sábado, com voos cancelados que fizeram com que a apresentação da banda em São Paulo sofresse um atraso de seis horas. O fato de o Hammerfall não ter adiado ou mesmo cancelado a apresentação em Belo Horizonte devido a isso já mostra o compromisso da banda com todos os envolvidos.

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Problemas técnicos à parte, o Hammerfall fez um desfile por praticamente toda a sua discografia. Ainda que o foco fosse “Avenge the Fallen”, a banda não deixou de lado clássicos como “Renegade“, “Let the Hammer Fall” e “Glory to the Brave”. Em diversas das músicas, Cans largou seu microfone e conduziu o público como um bom maestro, conseguindo dele o resultado esperado e mostrando como todos ali estavam em sintonia. “Hail to the King” e a mais do que clássica “Hearts on Fire” fecharam a apresentação com promessas de um retorno em breve.

Torcemos para que isso aconteça e que, então, os problemas técnicos não tentem estragar uma apresentação que, não fossem eles, seria praticamente irrepreensível.

O Rock Master agradece à Dark Dimensions e à Lucélio Henrique (Mister Rock) pela parceria que proporcionou mais esta cobertura.

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