Festival, na Esplanada do Mineirão, teve atrações diversas, para um público de mais de 20 mil pessoas
(Fotos: Thiago Lemos/Vianello/Divulgação e Luciana Souza/Rock Master) Mais uma edição do Prime Rock BH, a sexta, entregue com sucesso. No sábado (25), alguns dos principais nomes do rock nacional subiram ao palco, na Esplanada do Mineirão, para um público estimado em mais de 20 mil pessoas. Algumas atrações já conhecidas pelo público que normalmente vai ao Prime. Outros nem tanto.
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A tarde foi aberta por Nando Reis. Alternando músicas de sua ex-banda, os Titãs, e sucessos de sua carreira solo, ele, mais uma vez, entregou o que se esperava, um ótimo show. E ainda autografou autografou um All Star azul, tênis de uma fã.
No repertório, clássicos dos Titãs, como Marvin, Os cegos do castelo e O mundo é bão, Sebastião!. “Sei que o mundo não tá tão bão. Tá uma merda. Mas não podemos deixar o mundo assim”, disse. E parcerias dele com Cássia Eller e músicas solos. Estavam lá O segundo sol, Luz dos olhos, Por onde andei, Pra você guardei o amor, N, All Star, Relicário e Do seu lado, que seria também executada por Jota Quest, parceria entre eles.

Na sequência, outra veterana no festival. Comandada pelo carismático e competente Evandro Mesquita, a Blitz tocou seus principais clássicos. Mas, por algum motivo, mesmo com hits e mais hits e com oito discos de estúdio lançados, eles decidiram se tornar quase uma banda cover. Tocaram Rita Lee (Mania de você), Raul Seixas (Aluga-se), Erasmo Carlos (Sentado à beira do caminho), Gang 90 e As Absurdettes (Perdidos na selva), Titãs (Sonífera ilha) e Paralamas do Sucesso (Bete Balanço). Alem de Biquíni de bolinha amarelinha tão pequenininho, com Preta pretinha, que eles gravaram e sempre tocaram.
Deles, foram Weekend, Betty Frígida, Dali de Salvador, Mais uma de amor (Geme geme), A dois passos do paraíso, Você não soube me amar e Egotrip.

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A vez agora seria de Samuel Rosa. Com um repertório baeado em sua ex-banda, o Skank, o cantor mostrou sua competência, em seu terreno, ao lado de músicos espetaculares, que o acompanham pela estrada.
Do Skank, o público conferiu Três lados, Jackie Tequila, Acima do sol, Dois rios, Canção noturna, Ainda gosto dela, além dos já tradicionais covers, de É proibido fumar, de Roberto Carlos, e Vamos fugir, de Gilberto Gil, e do gran finale. De sua carreira solo, Flores da rua, e a parceria que ele gravou com o Ira!, Tarde vazia, música da banda paulistana.
Mas a surpresa ainda estava por vir. Depois de um longo e tenebrosos inverno, Samuel voltou a tocar com o ex-baterista do Skank, Haroldo Ferretti. E eles fecharam a apresentação com Saideira, Tão seu, e Vou deixar, todos grandes sucessos da banda.

Outro que já está se tornando vetrano de Prime Rock, Dado Villa-Lobos emocionou a plateia, com músicas clássicas de sua ex-banda, a Legião Urbana. O guitarrista atacou também de vocalista e mandou Perfeição, Há tempos, Sereníssima, Índios e Giz. E ainda Fogueira de natal, música dele, e Tudo que vai, cover de outra banda de Brasília, o Capital Inicial.
Ele chamou, então, o ator e cantor André Frateschi, com quem dividiu palco em vários shows pelo Brasil, ao lado do baterista Marcelo Bonfá, que desta vez ficou de fora. Mas com Frateschi, tocou Geração Coca-Cola, Eu sei, Daniel na cova dos leões, Quase sem querer, Quando o sol bater na janela do teu quarto, Pais e filhos, Será, Tempo perdido e Por enquanto.
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Quem veio a seguir também conhece bem ode estava. Não por ser veterana no festival, mas por estar em casa, tocando em seu quintal, o Jota Quest.
Capitaneada pelo simpatico e competente Rogério Flausino, a banda sacudiu a Esplanada. Foi um desfile de hits, efeitos visuais e sonoros e muita animação. A passeou por sua carreira, remexendo a memória de belorizontinos, e relembrando até históricas casas de shows que marcaram éopoca na capital mineira, como Bar Nacional, Drosophyla e outras.

Eles tocaram Na moral, Encontrar alguém, Amor maior, Fácil, Dias melhores, De volta ao planeta, Só hoje, além de covers já tradicionais, tocados por eles há anos: Além do horizonte (Roberto Carlos), O sol (parceria com outra banda mineira, o Tianastácia), As dores do mundo (Hyldon) e Do seu lado (Nando Reis). Antes do encerramento, ainda falaram sobre su disco tocando um dos maiores nomes da música brasileira, Tim Maia, e mandaram Acenda o farol, O descobridor dos sete mares e Não quero dinheiro, todas covers do “Síndico”. Ótimo show, de uma banda bastante competente e muito segura do que faz. Aliás, uma banda (re)batizada e apadrinhada por um cara como Tim Maia não tinha como dar errado.
Fechando a edição de 2026 do Prime Rock BH, a maior banda do rock nacional Os Paralamas do Sucesso. Show de Hebert, Bi e Barone é sempre uma atração à parte. E, mais uma vez, eles seguraram um já exausto público, depois da maratona de música. Ninguém arredou o pé, ao som de um verdaderido desfile de clássicos, permeando os mais de 40 anos de carreira.
Não faltou emoção, animação e uma segurança de quem tem, no palco, alguns dos melhores músicos do rock nacional. Eles começaram com Vital e sua moto, e seguiram com Cinema mudo, Ska, Lourinha bombril, Trac-Trac, O calibre, Selvagem/Polícia, Cuide bem do seu amor, Aonde quer que eu vá e o momento de emoção. Lanterna dos afogados, com as luzes dos celulares transformando a Esplanada em um mar iluminado.
Na sequência Gostava tanto de você/Você, cover de Tim Maia, O beco, A novidade, de Gilberto Gil, Melô do marinheiro, Alagados, Uma brasileira, Óculos, Caleidoscópio, Meu erro e Que país é esse?, da Legião Urbana, juntamente com Dado Villa‐Lobos e André Frateschi.
Os Paralamas seguem como o vinho. Quanto mais experientes, melhor se tornam.
Além das atrações principais, o palco secundário, dentro do Camarote Secreto, recebeu dois grandes nomes do rock nacional. Um deles, Leo Jaime, que se apresentou nos três primeiros intervalos, com sua competente banda, com destaque para o baixista Jorge Ailton, que também integra a banda de Lulu Santos e tem uma boa carreira solo.
Leo mandou alguns de seus grandes sucessos, como Solange, Nada mudou, Mensagem de Amor, A Vida Não Presta, As Sete Vampiras, Conquistador Barato, A Fórmula do Amor e O Pobre. Além disso, ele tocou Popstar, clássico de sua ex-banda, João Penca e seus Miquinhos Amestrados, Gatinha Manhosa, de Erasmo Carlos, que Leo gravou e toca sempre em seus shows, e duas de Cazuza, Exagerado e Preciso dizer que te amo.
Ainda teve espaço para Back on the Chain Gang, da banda inglesa Pretenders, e Should I Stay or Should I Go, clássico do Clash, e Pintura íntima, do Kid Abelha.
Além disso, ele tocou algumas músicas meio que, digamos inexplicáveis para o momnento. Foram Cinema mudo, dos Paralamas do Sucesso, que ainda se apresentariam no festival, e Será, da Legião Urbana, que teria Dado Villa-Lobos logo na sequência, tocando esta e outras da antiga banda que ele compunha com Renato Russo.
No último intervalo, quem comandou a festa foi Supla, com um show mais curto. Ele tocou músicas de sua carreira solo, covers dos Beatles (inclusive com a participação de Samuel Rosa) e os dois maiores sucesso de sua antiga banda, o Tokyo: Humanos e Garota de Berlim.
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