Fabio Lione desfila potência vocal e carisma em Belo Horizonte

Pouco mais de um ano depois de passar por Belo Horizonte com a primeira parte da turnê intitulada “Epic Tales Tour”, o vocalista Fabio Lione retorna à capital mineira com a “Epic Tales Brasil Tour – Part 2”. Assim como aconteceu no ano passado, a série de shows com quase 30 datas no país revisita a longa carreira do cantor italiano que, depois de quase 14 anos no Angra, é quase um brasileiro honorário.

Assim como aconteceu na primeira parte da turnê, Fabio trouxe uma banda local consigo, sendo que dessa vez aproveitou-se de 60% dela como apoio para seu show. Coube à Storia, capitaneada pelo bom vocalista Pedro Torchetti abrir os trabalhos no Caverna Rock Pub, um lugar bem mais acanhado do que o Mister Rock mas que, mesmo assim, recebeu um bom público.

Adepta de um power metal clássico, com alguma influência de heavy metal, o Storia teve cerca de meia-hora para se apresentar ao público e, mesmo sendo desconhecida pela maioria dos presentes, conseguiu não só dar seu recado como deixar a galera aquecida para o que viria a seguir. De quebra, mostraram diversas boas músicas de seu álbum mais recente “Revenant: A Righteous Revenge”.

Acompanhado de Gabriel Veloso (guitarra), Pablo Guillarducci (baixo), Thiago Caeiro (bateria – todos membros do Storia, ainda que no show da banda o responsável pelas baquetas tenha sido Gustavo Soares), e Kiko Shred (atualmente membro do Viper), Fabio Lione começou a noite com “Dawn of Victory”, música título de seu terceiro trabalho à frente do Rhapsody of Fire para uma galera bastante empolgada, que não se furtou em cantar o refrão da música em uníssono com o “Mago” – apelido de Lione dado pelos fãs.

Daí em diante, o que se viu foi um show de técnica e carisma, com Fabio não só demonstrando todo o seu alcance e versatilidade vocais, como também sua capacidade como frontman. A todo momento ele interagia com o público, fosse regendo os coros, fosse pedindo a participação de todos, fosse dando uma “bronca” em quem não parava de gravar o show ou contando anedotas pessoais e histórias envolvendo suas antigas bandas. A parte dedicada ao Angra pegou alguns de surpresa quando ele revelou que sua saída do quinteto paulistano não foi tão amistosa quanto poderia ser deixado a entender.

Polêmicas a parte, o setlist foi recheado de clássicos do Rhapsody of Fire, com destaque para “Holy Thunderforce”, “The Magic of the Wizard’s Dream” (dedicada ao eterno Christopher Lee), “Lamento Eroico”, e “Unholy Warcry”. Além delas, Fabio passeou pelo período em que esteve no Angra, focando-se no último álbum que gravou com a banda, “Cycles of Pain“, de onde tirou a faixa título e “Tides of Changes”. Mesmo com um setlist já extenso, ele ainda teve tempo para incluir uma música do Vision Divine (banda com a qual gravou quatro álbuns), uma do Kamelot (banda com a qual fez cerca de 50 shows no começo da década passada), uma dos Scorpions e uma do Iron Maiden. “Wasted Years” fechou uma noite que mostrou que, mesmo fora do Angra, Fabio Lione tem um público fiel no Brasil. Inclusive, ele volta ao país em outubro, dessa vez para uma série de shows acompanhado de orquestra.

O Rock Master agradece à Lucélio Henrique (Caverna Rock Pub/Mister Rock) pela parceria que proporcionou mais essa cobertura.

Fotos: Rodrigo L. Monteiro

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